Mergulho profundo no ERP: entenda como essa tecnologia pode ajudar empresas de engenharia

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Antes de irmos a fundo no tema, voltamos ao básico. Você sabe o que é ERP?
Enterprise Resourse Planning, como é chamado em inglês, é um sistema de gestão que unifica as informações de diversas áreas de um negócio dentro de um software, com o objetivo de facilitar os fluxos de trabalho e automatizar as operações antes feitas manualmente.

O sistema armazena todos os dados coletados e fornece aos usuários relatórios e diagnósticos aprofundados de cada área, além de uma visão macro de todo o negócio, permitindo a tomada de decisões embasadas para gerir melhor cada frente da empresa, aumentar a produtividade e reduzir custos.

Um dos principais benefícios do ERP é a integração das informações. Com ele, não é preciso de planilhas distintas ou softwares separados para cada área, os dados são unificados em uma única plataforma e os usuários podem saber em tempo real o status de cada setor. Uma ferramenta integrada garante:

  • Assertividade nas decisões;
  • Eficácia na análise de dados e processos;
  • Organização e fácil acesso às informações;
  • Menos ruído na comunicação entre as áreas.

Imagine que, com o software, é possível integrar atividades de diferentes setores, como: financeiro, planejamento, orçamento, suprimentos, vendas e marketing. Com a boa gestão das informações das áreas e com a análise dos dados e processos, a tecnologia pode trazer insights valiosos, elevar o crescimento e a rentabilidade das empresas.

MAS DE ONDE SURGIU O ERP?

Para falar das novas tecnologias que temos hoje, é preciso voltar no tempo. Há mais de 100 anos, o engenheiro Ford Whitman criou um modelo chamado Economic Order Quantity ou EOQ para programar a produção¹. Esse foi o início do que ainda estava por vir.

Em 1970, a fabricante de ferramentas Black and Decker, trouxe uma outra solução para o mercado: o Material Requirement Planning (MRP), um sistema para planejar as necessidades de materiais que era basicamente uma versão mais inteligente do EOQ criado por Ford. Alguns anos depois, a empresa criou um outro modelo, intitulado de “Manufacturing Resources Planning” (MRP II), que passou a atender às necessidades de informação para a tomada de decisão gerencial sobre todos os recursos de manufatura².

Os sistemas ERP surgiram a partir da evolução dos sistemas MRP em conjunto com o avanço das redes de computadores do início dos anos 80 e 90, que possibilitaram o uso de servidores e acesso a tecnologias, como softwares e e-mails que melhoraram a comunicação entre os setores das empresas. O termo ERP foi criado pela Gartner Group³, que integrou os conhecimentos dos sistemas MRP à outras áreas, como logística, financeiro, RH, vendas e outros.

A ATUAÇÃO DO SISTEMA NAS EMPRESAS

Agora que você já sabe da onde surgiu o ERP e o que é esse sistema de gestão, é importante entender como ele pode ser aplicado dentro das empresas. Como já dissemos anteriormente, com o ERP é possível unir todas as áreas da empresa de modo que o usuário possa, com base nos dados integrados, gerir melhor o negócio e tomar decisões embasadas.

Se cada setor da empresa utilizar uma ferramenta, software ou planilhas distintas, é muito provável que ocorra erros nas informações, o que pode comprometer a produtividade, o andamento de projetos e os resultados como um todo. Com o sistema, os erros diminuem e o negócio consegue aumentar o controle e o acompanhamento dos processos de diversos setores da organização.

Através de um software de ERP, é possível:

  • Assertividade nas decisões;
  • Projetar resultados do negócio;
  • Realizar o controle financeiro;
  • Controlar estoques e custos;
  • Gerir o cumprimento de prazos;
  • Simplificar processos operacionais;
  • Integrar financeiro, com suprimentos, vendas, orçamentos, RH e demais áreas.

O sistema de gestão tem como principal objetivo organizar as informações que envolvem o negócio. Aqui vai um exemplo para você entender como ele funciona na prática: o ERP identifica que o setor de suprimentos precisa comprar determinado item antecipadamente para a produção de um produto da empresa. O sistema avisa o usuário da necessidade da compra e automaticamente mostra quanto aquele material custará do orçamento total destinado à criação do produto. O sistema também já passa um panorama de gastos para o setor financeiro fazer a gestão do caixa. Aqui temos 3 áreas integradas pelo software: suprimentos, orçamentos e financeiro.

A aplicabilidade do ERP facilita fluxos de trabalho que até então eram demorados, densos e repetitivos, automatiza tarefas operacionais, fornece transparência às ações executadas e dá mais autonomia para que os setores da empresa trabalhem de forma estratégica.

O ERP NA CONSTRUÇÃO CIVIL

Agora que você entendeu da onde surgiu o ERP e sua atuação nas empresas, chegou a hora de entender como ele pode ser aplicado na Construção Civil. Até esse ponto do texto, vimos como a solução ajuda a parte gerencial da companhia, muitas vezes ligada às áreas corporativas do negócio. Na engenharia, o ERP vai além e chega até a ponta, integrando a obra com as demais áreas da empresa.

Essa integração entre a operação da obra e os outros setores traz inúmeros benefícios para as construtoras, empreiteiras e demais empresas de engenharia. Imagine ter um controle completo do seu projeto; do financeiro até o planejamento, tendo um overview integrado de todas as ações e resultados. O ganho que essa tecnologia pode trazer é exponencial.

Adotar um sistema ERP focado para Construção Civil é ter a garantia do controle de todos os processos para gestão de uma obra. Veja abaixo alguns benefícios que a solução pode trazer:

  1. Economia de tempo: através de um constante e completo monitoramento da obra, as empreiteiras e construtoras conseguem ter uma visão ampla do previsto e do realizado, garantindo uma gestão eficaz e evitando perda de tempo.
  2. Otimização de processos: com a integração de todas as áreas responsáveis pelo andamento da obra é mais fácil tomar decisões operacionais corretas para garantir o andamento e a qualidade da execução do projeto.
  3. Consolidação e projeção de resultados: com o software é possível acessar os resultados consolidados da empresa e saber quando a obra vai acabar e quanto vai custar, possibilitando a tomada de decisões embasadas e a correção de desvios.

Neste artigo te mostramos a fundo como o sistema ERP pode facilitar os fluxos de trabalho e automatizar as operações da sua empresa, em especial na Construção Civil, onde a tecnologia pode ser aplicada a operação da obra, garantindo mais eficácia na gestão do projeto, e auxiliando na redução de custos e aumento de resultados.

O que você espera para adotar o software na sua empresa? Entre em contato com a equipe da Onyz para entender, de modo personalizado, como aplicar a tecnologia no seu negócio de acordo com as suas necessidades.

¹ ERLENKOTTER, Donald. Ford Whitman Harris and the Economic Order Quantity Model. Disponível em: https://pubsonline.informs.org/doi/abs/10.1287/opre.38.6.937
² PADILHA, Thais Cássia Cabral; MARINS, Fernando Augusto Silva. Sistemas ERP: características, custos e tendências. Disponível em: https://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0103-65132005000100009&script=sci_arttext&tlng=pt
³ THEMISTOCLEOUS, Marinos; IRANI, Zahir; O’KEEFE, Robert M. ERP and application integration: Exploratory survey. Disponível em: https://www.emerald.com/insight/content/doi/10.1108/14637150110392656/full/html

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